Primeira MP de Bolsonaro extingue Ministério do Trabalho e é alvo de ação no STF: Federação Nacional dos Advogados questiona na Corte a extinção da pasta

[Para o trabalhador que de forma impensada elegeu o Bolsonaro, vai amargar  04 anos de escravidão]

Federação Nacional dos Advogados questiona a extinção do Ministério do Trabalho. Foto: Fernando Frazao/Agencia Brasil




primeira
medida provisória (MP) editada pelo novo presidente, Jair Bolsonaro, virou alvo
de ação no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira, 2. Uma federação
de advogados – Federação Nacional dos Advogados (Fenadv) – questiona na Corte a
extinção do Ministério do Trabalho, que teve suas competências integradas em
outras pastas.



A Medida
Provisória 870, conhecida como MP da Reforma Administrativa, estabelece a
organização básica dos órgãos da Presidência da República e dos ministérios,
efetivando mudanças estruturais prometidas por Bolsonaro antes da posse. Ela
foi publicada na terça-feira mesmo, dia 1º, quando Bolsonaro tomou posse.
A federação,
sediada em São Paulo, entrou com pedido liminar contra a nova estrutura das
competências trabalhistas. Por isso, quem deve analisar previamente a ação é o
ministro Dias Toffoli, presidente da Corte e responsável pelos pedidos que
chegam durante o recesso. A relatoria foi distribuída ao ministro Ricardo Lewandowski,
que, no entanto, só poderá analisar o processo a partir 1º de fevereiro, quando
retornam as atividades.
Na ação, a
Fenadv alega que tem legitimidade para entrar com o processo no Supremo. Quem
avaliará se ela pode ou não apresentar a ação, por outro lado, é o STF. Segundo
alega no pedido inicial a federação tem como um de seus objetivos
“representar os trabalhadores inorganizados sindicalmente”. Em seu
site, a Fenadv alega que tem 20 sindicatos filiados.
De acordo com a
MP, a pasta do Trabalho teve as atribuições divididas – as que envolvem maior
volume de recursos, como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o
Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), passarão a ser do Ministério da Economia.
O registro sindical, que gerou uma série de escândalos, passa para o Ministério
da Justiça e Segurança Pública. Na Justiça, comandada pelo ex-juiz da Lava Jato
Sérgio Moro, também ficará o Conselho de Controle de Atividades Financeira
(Coaf).
Para a
associação que questiona as mudanças no STF, submeter tarefas ao Ministério da
Economia representa um conflito de interesses “grave”, porque
desequilibraria o “trabalho frente ao capital”. “Desequilibrou o
trabalho frente ao capital e subverteu o preceito fundamental que dispõe
justamente o contrário, ou seja, a valorização do trabalho humano como
fundamento da ordem econômica”, afirma.
A Fenadv ainda
alega que há uma fragilização das tarefas ligadas à esfera trabalhista, o que
significaria uma violação “ao princípio do não retrocesso social”.

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