Projeto destravando a cultura promovido pelo CEPAC passou por Valença e conversou com artistas e gestores culturais da região 

Quarta-feira (15.10) aconteceu o encontro de fazedores e gestores de Cultura do Território com especialistas do MinC e Comitê de Cultura da Bahia. Logo pela manhã, o representante do MinC Oséas Max abriu o evento falando sobre as ações do projeto “Destravando a gestão pública da cultura” e em seguida, o Conselheiro nacional Shaolin Barreto falou sobre cultura , leis de Cultura e participações em editais. À tarde, o advogado do MinC Alexandre Águiar, a presidente do comitê de Cultura Juliana Silva, fez um bate papo sobre cultura e suas formas de fazer,assim como a importância da sociedade civil.

O projeto “Destravando a gestão pública da cultura” é uma emenda conseguida pelo senador Jacques Wagner no valor de 600 mil reais tendo o CEPAC como produtor em

parceria com a secretaria estadual de cultura e MinC. Bahia. Os recursos serão aplicados em 10 territórios no suporte de aprendizagem aos gestores e fazedores de cultura da Bahia. Esse projeto vai caminhar por 10 territórios de prioridade imediata com maior necessidade de atendimento ao artista e gestor cultural e terá 16 ações que serão executadas com 4 atividades em escolas e Universidades Públicas pelos Territórios.

Em Valença o evento foi esvaziado, os fazedores de cultura não compareceram, não se sabe dizer se foi por falta de divulgação ou por descrédito na cultura atual. Houve crítica dos poucos que compareceram por não ser permitido falas dos trabalhadores de cultura do Baixo Sul e de Valença sobre os problemas locais, como se fosse preciso ocultar os problemas existentes em Valença que foi sede do evento.

No final foi um bom evento, não houve agressão dos servidores da secretaria à participante, contudo, fica a preocupação de não haver investimento da Secretaria de Cultura na arte local, e o que se vê são eventos com falas para se escutar sem a destinação da verba necessária para a execução da cultura prática. E agora com as mudanças de status de Secretaria para Departamento de Cultura, o município se exime de pagar o fundo de cultura e os agentes culturais poderão perder inclusive, as verbas da PNAB.

 

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