REDE DE CONEXÃO DELAS: UM ENCONTRO COM NOVA VISÃO DE SOBREVIVÊNCIA À VIOLÊNCIA DOMESTICA EM VALENÇA

Laís Meireles reuniu mulheres na Associação Atlética Quinta-feira (27.08) à noite para falar sobre Violência doméstica e apoio social às mulheres que passam por essa agonia.
Lais reuniu um time de mulheres de peso como: Tamires Pereira do Coletivo Quintas Feministas, Jamile Souza jornalista e Naama Rodrigues empreendedora de Santo Antônio de Jesus que palestraram sobre modos comportamentais da sociedade como um todo, seja na forma de comunicar o problema enfrentado, como a arte de ouvir/escutar a mulher para acolher depois de entender sua situação e ajudar da melhor forma possível. Nesse quesito Jamile foi muito esclarecedora.
Sobre os modos executados contra as vítimas de violência doméstica, a advogada Tamires Pereira falou sobre a diversidade da prática e como a vítima pode ser acolhida, as maneiras de socorrer funcionam de acordo com a possibilidade de quem está ouvindo e de como essa pessoa pode ampara a vítima, que pode ser, chamando a polícia, levando até uma delegacia para registrar a queixa pela Lei Maria da Penha, a advogada explicou inclusive, que em caso de ter filhos e a mulher não ter condição de deixar a casa quem deve sair é o agressor por ordem judicial.
A advogada Tamires falou sobre a mulher que sofre violência não conseguir sair de casa porque não trabalha e não tem renda para se sustentar e abriu caminho para a empreendedora Naama Rodrigues dá uma aula de sobrevivência através do empreendedorismo que começa pequeno com o que a vitima saiba fazer e que aos pouco pode virar seu meio de sustentação e acumulação de renda, com exemplo práticos Naama ensinou que por exemplo, uma mulher que saiba fazer um geladinho pode vim a sobreviver com essa renda basta saber se organizar e não ter medo de trabalhar duro para recomeçar. Todo recomeço é muito difícil, mas é possível, resistir e conseguir chegar aonde se deseja.
A jornalista Jamile Sousa disse às mulheres presente no encontro que se comunicar é preciso, ter clareza na comunicação é necessário, mas é precioso silenciar para ouvir o diz o outro, só assim se pode entender o problema e ajudar no socorro. Com isso as vítimas da violência domésticas precisam ser ouvidas com carinho e acolhidas com respeito, e na medida do que se pode agir encaminhar a vitima ao lugar de resolução.
A lei Maria da Penha agora acolhe todos os tipos de violência de gênero mesmo que agressor não seja parente da vítima. A vítima precisa prestar a queixa para enquadrar o criminoso.
A Câmara de vereadores de Valença está aprovando um projeto de lei que define cotas de vaga de emprego para mulheres vítimas de violência doméstica, se o prefeito Marcos Medrado sancionar, até 2027 Valença terá 8% das vagas de trabalho municipal via empresas terceirizadas destinadas a mulheres vítimas de violência doméstica. Contudo, o encaminhamento para essas vagas será formalizado pelo CRAM e pela ONG Quintas Feministas. É importante dizer que essa lei já será um grande passo para acolher a mulher desempregada que precisar se afastar do agressor e os empresários poderiam seguir a lei municipal e abrirem também uma cota mesmo que fosse 2 a 3% para garantir a sobrevivência da mulher e de seus filhos longe do agressor.
O evento produzido por Laís Meireles é contribui de forma gigante com a luta dos órgãos específicos em defesa da mulher e agora do gênero que sofra agressão, ajuda a esclarecer muitos pontos e permite a mulher e a família que sofre violência em casa a pensar novos rumos e procurar ajuda para salvar sua vida e de seus filhos.




