Produção industrial cai 1,3% em março, pior resultado desde setembro
Na comparação
com março do ano passado, queda foi de 6,1%, segundo o IBGE. Em 12 meses, setor
registrou 1º resultado negativo desde agosto de 2017, reforçando a leitura de
perda de ritmo e maior fraqueza da economia.
com março do ano passado, queda foi de 6,1%, segundo o IBGE. Em 12 meses, setor
registrou 1º resultado negativo desde agosto de 2017, reforçando a leitura de
perda de ritmo e maior fraqueza da economia.
A produção
industrial brasileira registrou em março uma queda de 1,3%, na comparação com
fevereiro, eliminando o crescimento de 0,6% observado no mês anterior, segundo
divulgou nesta sexta-feira (3) o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE). Com mais esse resultado negativo, o setor passou a acumular
queda de 2,2% no ano.
industrial brasileira registrou em março uma queda de 1,3%, na comparação com
fevereiro, eliminando o crescimento de 0,6% observado no mês anterior, segundo
divulgou nesta sexta-feira (3) o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE). Com mais esse resultado negativo, o setor passou a acumular
queda de 2,2% no ano.
Trata-se do pior
resultado mensal desde setembro do ano passado, quando houve queda de 2,1% na
produção do setor.
resultado mensal desde setembro do ano passado, quando houve queda de 2,1% na
produção do setor.
Na comparação
com março do ano passado, a indústria caiu 6,1%, queda anual mais intensa desde
maio de 2018 (-6,3%).
com março do ano passado, a indústria caiu 6,1%, queda anual mais intensa desde
maio de 2018 (-6,3%).
O resultado de
março veio pior que o esperado pelo mercado. As expectativas em pesquisa da
Reuters eram de quedas de 0,7% na comparação mensal e de 4,6% na base anual.
março veio pior que o esperado pelo mercado. As expectativas em pesquisa da
Reuters eram de quedas de 0,7% na comparação mensal e de 4,6% na base anual.
Produção industrial mensal
Comparação com o
mês imediatamente anterior, em %
mês imediatamente anterior, em %
No acumulado em
12 meses, o setor passou a ter queda de 0,1% – primeiro resultado negativo
desde agosto de 2017 (quando também recuou 0,1%), o que confirma a leitura de
perda de ritmo e maior fraqueza da economia brasileira.
12 meses, o setor passou a ter queda de 0,1% – primeiro resultado negativo
desde agosto de 2017 (quando também recuou 0,1%), o que confirma a leitura de
perda de ritmo e maior fraqueza da economia brasileira.
Após esboçar uma
recuperação no começo do ano passado, o setor voltou a entrar em uma trajetória
descendente em julho de 2018 e, desde então, vem mostrando perda de dinamismo.
recuperação no começo do ano passado, o setor voltou a entrar em uma trajetória
descendente em julho de 2018 e, desde então, vem mostrando perda de dinamismo.
Sem sinais de recuperação
Com o resultado
de março, o patamar de produção da indústria brasileira ainda segue 17,6%
abaixo de seu ponto mais alto, alcançado maio de 2011.
de março, o patamar de produção da indústria brasileira ainda segue 17,6%
abaixo de seu ponto mais alto, alcançado maio de 2011.
“É como se
a gente estivesse em janeiro de 2009”, resumiu o gerente da pesquisa, André
Macedo, destacando que apesar do elevado nível de ociosidade indústria, a
demanda também não tem crescido.
a gente estivesse em janeiro de 2009”, resumiu o gerente da pesquisa, André
Macedo, destacando que apesar do elevado nível de ociosidade indústria, a
demanda também não tem crescido.
“Dado que a
gente observa todos esses indicadores no campo negativo, podemos dizer que
estamos longe de pensar em qualquer trajetória de recuperação, que dirá de uma
recuperação consistente”, avaliou.
gente observa todos esses indicadores no campo negativo, podemos dizer que
estamos longe de pensar em qualquer trajetória de recuperação, que dirá de uma
recuperação consistente”, avaliou.
Queda de 0,7% no 1º trimestre
Na análise
trimestral, a produção industrial registrou queda de 0,7%, na comparação com o
4º trimestre de 2018. Já na comparação com os 3 primeiros meses do ano passado,
o recuo foi de 2,2%.
trimestral, a produção industrial registrou queda de 0,7%, na comparação com o
4º trimestre de 2018. Já na comparação com os 3 primeiros meses do ano passado,
o recuo foi de 2,2%.
“Este é o
resultado negativo mais intenso desde o 4º trimestre de 2016, quando havia
recuado 3,1% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior”, destacou o gerente
da pesquisa. “Desde o 4º de 2017, quando a indústria crescia 5%, o setor vem
numa trajetória de redução de ritmo”, acrescentou.
resultado negativo mais intenso desde o 4º trimestre de 2016, quando havia
recuado 3,1% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior”, destacou o gerente
da pesquisa. “Desde o 4º de 2017, quando a indústria crescia 5%, o setor vem
numa trajetória de redução de ritmo”, acrescentou.
Questionado
sobre as razões para a piora da produção industrial no país, o gerente da
pesquisa apontou para a conjuntura econômica do país, com o mercado de trabalho
afetando o consumo das famílias, o que influencia nas decisões de investimento
por parte dos empresários. “Há outros fatores que também impactam nessa
produção, como a redução de exportações importantes”, acrescentou.
sobre as razões para a piora da produção industrial no país, o gerente da
pesquisa apontou para a conjuntura econômica do país, com o mercado de trabalho
afetando o consumo das famílias, o que influencia nas decisões de investimento
por parte dos empresários. “Há outros fatores que também impactam nessa
produção, como a redução de exportações importantes”, acrescentou.
16 dos 26 ramos pesquisados recuam em março
Em relação à
queda de 1,3% na comparação com fevereiro, Macedo apontou que, além da
conjuntura econômica, houve impacto negativo na indústria de alimentos,
atividade com maior impacto no mês, em decorrência de condições climáticas
desfavoráveis.
queda de 1,3% na comparação com fevereiro, Macedo apontou que, além da
conjuntura econômica, houve impacto negativo na indústria de alimentos,
atividade com maior impacto no mês, em decorrência de condições climáticas
desfavoráveis.
Segundo o IBGE,
houve queda em 16 das 26 atividades econômicas pesquisadas, com destaque para
produtos alimentícios (-4,9%), veículos automotores, reboques e carrocerias
(-3,2%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,7%),
indústrias extrativas (-1,7%) e outros produtos químicos (-3,3%).
houve queda em 16 das 26 atividades econômicas pesquisadas, com destaque para
produtos alimentícios (-4,9%), veículos automotores, reboques e carrocerias
(-3,2%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,7%),
indústrias extrativas (-1,7%) e outros produtos químicos (-3,3%).
“Esse
perfil disseminado de taxas em queda dá exatamente a ideia de redução de ritmo
da produção”, enfatizou Macedo.
perfil disseminado de taxas em queda dá exatamente a ideia de redução de ritmo
da produção”, enfatizou Macedo.
Entre as grandes
categorias econômicas, a única alta foi no setor produtor de bens de capital
(0,4%), que registrou o segundo avanço mensal consecutivo. O pior desempenho
foi do setor de bens intermediários (-1,5%), seguido por bens de consumo
duráveis (-1,3%) e bens de consumo semi e não-duráveis (-1,1%).
categorias econômicas, a única alta foi no setor produtor de bens de capital
(0,4%), que registrou o segundo avanço mensal consecutivo. O pior desempenho
foi do setor de bens intermediários (-1,5%), seguido por bens de consumo
duráveis (-1,3%) e bens de consumo semi e não-duráveis (-1,1%).
No ano, as
quatro grandes categorias econômicas e 21 dos 26 ramos acumulam queda na
produção. Entre as atividades, a que exerce no ano a maior pressão negativa é a
das indústrias extrativas, com queda acumulada de 7,5%, por consequência
principalmente dos impactos do rompimento da barragem de Brumadinho na operação
da Vale.
quatro grandes categorias econômicas e 21 dos 26 ramos acumulam queda na
produção. Entre as atividades, a que exerce no ano a maior pressão negativa é a
das indústrias extrativas, com queda acumulada de 7,5%, por consequência
principalmente dos impactos do rompimento da barragem de Brumadinho na operação
da Vale.
Já os maiores
recuos foram na produção de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e
ópticos (-13,0%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-10,6%).
recuos foram na produção de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e
ópticos (-13,0%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-10,6%).
Economia mostra
fraqueza nos primeiros meses do ano
fraqueza nos primeiros meses do ano
Os primeiros
meses do ano têm sido marcados por uma perda de força da recuperação econômica
em meio a uma frustração de expectativas de empresários e percepção de que a
tramitação da reforma da Previdência deverá levar mais tempo do que o
inicialmente esperado.
meses do ano têm sido marcados por uma perda de força da recuperação econômica
em meio a uma frustração de expectativas de empresários e percepção de que a
tramitação da reforma da Previdência deverá levar mais tempo do que o
inicialmente esperado.
Uma série de
indicadores têm mostrado uma perda de ritmo da economia e uma maior fraqueza da
atividade econômica e do mercado de trabalho.
indicadores têm mostrado uma perda de ritmo da economia e uma maior fraqueza da
atividade econômica e do mercado de trabalho.
Na véspera,
pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontou queda
tanto da atividade como do faturamento do setor em março.
pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontou queda
tanto da atividade como do faturamento do setor em março.
Desemprego sobe
para 12,7% em março e atinge 13,4 milhões de brasileiros
para 12,7% em março e atinge 13,4 milhões de brasileiros
As estimativas
para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2019 também vem sendo
reduzidas e parte dos analistas avalia que, no primeiro trimestre, a economia
brasileira deve ter ficado estável ou pode até mesmo ter recuado levemente na
comparação com últimos três meses de 2018.
para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2019 também vem sendo
reduzidas e parte dos analistas avalia que, no primeiro trimestre, a economia
brasileira deve ter ficado estável ou pode até mesmo ter recuado levemente na
comparação com últimos três meses de 2018.
De acordo com a
última pesquisa Focus do Banco Central, a expectativa dos economistas para a
alta do PIB neste ano foi reduzida de uma expansão de 1,71% para 1,70%. Foi a
nona queda consecutiva do indicador.
última pesquisa Focus do Banco Central, a expectativa dos economistas para a
alta do PIB neste ano foi reduzida de uma expansão de 1,71% para 1,70%. Foi a
nona queda consecutiva do indicador.




