MERKEL ISOLA BOLSONARO E DIZ QUE COM ELE NÃO TEM ACORDO COMERCIAL



A submissão anunciada do Brasil aos
interesses dos Estados Unidos, que ficou evidente desde a eleição de Jair
Bolsonaro, continua a comprometer a imagem e a economia do País. Nesta
quarta-feira, a chanceler alemã informou que, com Bolsonaro, não haverá acordo
comercial entre o Mercosul e a União Europeia. O mesmo anúncio já havia sido
feito pelo presidente francês, Emmanuel Macron.
BERLIM (Reuters)
– O tempo está se esgotando para um acordo comercial entre a União Europeia e o
Mercosul, disse a chanceler alemã, Angela Merkel, nesta quarta-feira, afirmando
a parlamentares que o novo governo brasileiro do presidente eleito Jair
Bolsonaro tornará o tratado mais difícil de ser alcançado. O mesmo anúncio já
havia sido feito pelo presidente francês, Emmanuel Macron. Relembre reportagem
de 29 de novembro:


EFE – O
presidente da França, Emmanuel Macron, disse hoje (29) que a possibilidade de
seu governo apoiar o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul
depende da posição do presidente eleito, Jair Bolsonaro, sobre o Acordo
Climático de Paris
“Não podemos pedir aos agricultores e
trabalhadores franceses que mudem seus hábitos de produção para liderar a
transição ecológica e assinar acordos comerciais com países que não fazem o
mesmo. Queremos acordos equilibrados”
, disse Macron, sem citar diretamente
as declarações contra o Acordo de Paris feitas por Bolsonaro.
Macron fez as
afirmações em uma entrevista coletiva conjunta com o presidente da Argentina,
Mauricio Macri, com o qual se reuniu dois antes do início da Cúpula dos Líderes
do G20, grupo formado pelas maiores economias mundiais.
A UE e o
Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, pois a Venezuela está
temporariamente suspensa) negociam o acordo com base em três pilares – o
diálogo político, a cooperação e o livre-comércio – há quase 20 anos.
Sem as dúvidas
que manifestou em relação ao futuro governo brasileiro, Macron afirmou que
pretende avançar nas relações com a Argentina e elogiou Macri por seguir um
“rumo claro”. Além disso, ressaltou que a França apoiou o pedido de
empréstimo de US$ 57 bilhões feito pela Casa Rosada ao Fundo Monetário
Internacional (FMI) após grave crise cambial.
Macron informou
também que pretende criar um fórum econômico bilateral entre França e
Argentina, para que empresas de médio porte dos dois países façam mais
investimentos cruzados em setores como inovação e turismo.
Depois do
encontro, os dois presidentes irão para a cidade de Tigre, ao norte de Buenos
Aires, para um lanche oficial.
Além de Macron,
que chegou ontem à capital argentina, já estão na cidade o príncipe herdeiro da
Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, e o primeiro-ministro de Singapura, Lee
Hsien Loong.
Sobre a cúpula
do G20, Macron indicou que espera que triunfe na reunião o espírito de
“diálogo e cooperação”. O presidente francês destacou ainda que tem
uma relação “fácil e fluente” com o presidente dos Estados Unidos,
Donald Trump, em temas como segurança e luta contra o terrorismo, mas admitiu
que há “desacordos” nas discussões sobre comércio e o clima.

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