Vereador de Valença usa bancada para resolver questão particular com ex-colega de trabalho

De forma lamentável vereador valenciano ontem, usou a bancada durante a “ordem do dia” para expor ex-colega de trabalho por uma fala dela em uma Tribuna Livre na semana anterior, que não continha ofensa pessoal, tampouco foi pejorativa.
Pelo mesmo respeito que ele teve em omitir o nome da ex-colega, no caso eu, vamos evitar falar o nome dele, e quem quiser saber reveja na TV Câmara transmitida pela tv Costa do Dendê, a Tribuna intitulada “misoginia no ambiente de trabalho” ou o final da sessão de ontem.
A Tribuna foi emocionante, uma das melhores do ano, a ex-colega do vereador se emocionou e falou no momento oportuno, do assédio moral que sofreu em seu ambiente de trabalho, a título de testemunho, e como o atual vereador acompanhou a maior parte de seu sofrimento, e deixou de falar com ela, talvez por pressão dos perseguidores, a ex-colega (eu) citou esse fato por achar que ele tivesse sido vítima de um sistema.
O vereador não esboçou qualquer contrariedade durante a fala da ex-colega, não a procurou depois para se declarar ofendido, mas na sessão de ontem esperou o horário do Ordem do dia para abrir o microfone, se autodeclarar machista e humilhar a mulher que não o ofendeu de forma alguma, ele sabia que ela não podia responder e falou o que quis, identificou o trabalho (Juizados especiais), mentiu dizendo que não sabia pelo que a então colega passou se dizendo muito ofendido.
Quando a ex-colega (eu) pediu licença para esclarecer que não o ofendeu, encontrou outra barreira, o presidente da Câmara negou, gritou com ela e solicitou que o GCM presente a expulsasse do local. Mas isso não aconteceu.
Foi uma situação surreal, a ex-colega do atual vereador foi humilhada duas vezes, pelo edil e pelo presidente. Fica nesse momento, um importante questionamento para a sociedade, é legal um vereador que representa o povo, gastar seu tempo de trabalho na sessão da Câmara para atacar uma mulher porque falou no nome dele sem qualquer tipo de ofensa; o vereador é intocável? É legal um presidente da Câmara chamar um homem para expulsar uma mulher porque pediu para esclarecer algo importante e delicado de forma educada, enquanto os homens que adentram o espaço, ameaçam os vereadores e bagunçam a sessão são respeitados ou temidos e permanecem no local sem nenhuma ameaça de expulsão? É a misoginia sendo aplicada no espaço público, tal qual foi discutida da Tribuna Livre? A Câmara de Vereadores é a casa do povo, e qualquer cidadão pode pedir a palavra ao presidente de forma respeitosa como foi feito ontem.
Se o vereador tivesse procurado a ex-colega, falado que ficou chateado por ter sido citado, mesmo sem nenhuma situação pejorativa, ela teria feito um pedido de desculpas públicas através da própria Câmara, pelas mãos do presidente, mas ele quis declarar que é “machista”, afirmando que queria dar exemplo para ninguém mais citar o nome de um vereador. Atitude de fraqueza, falta de decoro, ética e compromisso com o cargo que ocupa, além de demonstrar que a única demanda da semana que ele conseguiu foi atacar uma mulher em defesa própria e por motivo irrelevante, enquanto que para o povo que o elegeu ele não tem projeto.




